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20/03/2017 11:00

Edital da Sepromi fomenta empreendedorismo de mulheres negras

O fomento ao empreendedorismo das mulheres negras de bairros populares de Salvador, a exemplo de Pau Miúdo, Nazaré, Nordeste de Amaralina e Federação, é o principal foco do projeto Mulheres em Movimento, da Associação Cultural de Capoeira Mangangá, viabilizado com apoio do edital Novembro Negro 2016, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). A certificação das alunas aconteceu nesta sexta-feira (17), com exposição e degustação dos alimentos produzidos durante o curso de culinária africana, uma das principais ações desenvolvidas. O evento contou com a presença de beneficiárias e instituições parceiras.

Atendendo a um conjunto de 100 mulheres de baixa renda, superando a estimativa de público, o projeto ofereceu qualificação para elaboração de doces e pratos angolanos como caçulé e calulu. “Criamos o projeto como uma estratégia de ocupação e inclusão produtiva das mulheres das comunidades. É uma forma de empoderá-las e preservar os legados africanistas”, destacou o cantor e compositor Tonho Matéria, fundador da Associação Mangangá. Segundo ele, as atividades também incluíram formação em língua portuguesa e marketing, visando a gestão de negócios e acesso ao mercado de trabalho.

“Achei muito proveitoso esse curso e levarei os ensinamentos adiante, pois já trabalho com produção de alimentos. Foi uma oportunidade de qualificar ainda mais a minha atuação”, disse a moradora do bairro Nordeste de Amaralina, Nilza Cruz, de 47 anos, uma das mulheres atendidas pelo projeto, desenvolvido no período entre dezembro de 2016 e fevereiro deste ano.

A titular da Sepromi, Fabya Reis, ressaltou a relevância do projeto que, segundo ela, contribui para o enfrentamento às desigualdades históricas que atingem as mulheres, prejudicando-as na colocação junto mercado de trabalho formal ou no mundo dos negócios. “Trata-se de uma iniciativa de grande valor político e social, um reforço à luta e ao desejo de dias melhores, expresso por cada mulher atendida. Ações como esta, fruto do edital Novembro Negro, confirmam a importância das políticas afirmativas e de combate ao racismo estrutural”, afirmou a gestora, ao fazer a entrega dos certificados.
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