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Notícias

20/03/2017 11:20

Música negra como elemento de resistência e combate ao racismo

O fortalecimento dos elementos identitários através da música e a necessidade de combate ao racismo estrutural foram destaques nesta sexta-feira (17), durante o seminário “Música negra comentada”, realizado pelo Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, vinculado à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). O evento reuniu militantes do movimento negro, estudantes, o educador Thon Nascimento, além de cantores e compositores como Lazzo Matumbi, Will Carvalho e Marcos Boa Morte.

Completando 36 anos de carreira, Lazzo Matumbi destacou a importância do reconhecimento às contribuições do povo negro que, segundo ele, acontece em grande parte através das manifestações culturais de resistência. “A música brasileira é negra. Venho destes movimentos que fizeram uma revolução no Carnaval, mexeram com a autoestima do povo negro. Cresci nas rodas de samba e quadras de blocos afro”, enfatizou.

Para Marcos Boa Morte, o empoderamento da população negra é um dos principais legados. ”A atuação política nos blocos afro estão bastante aguçadas, inclusive trabalhando a questão do protagonismo histórico das mulheres negras”, disse o compositor, integrante do Ilê Aiyê e fundador do grupos Samba do Tororó. “Não fazemos música somente no Carnaval, mas produzimos material para consumo durante todo o ano, trabalhando a consciência das pessoas”, ponderou. “É motivo de orgulho divulgar nosso trabalho, perceber que chega ao ouvido das pessoas. Assim vamos continuar cantando”, reforçou a cantora Will Carvalho, falando da propagação dos conteúdos que despertam a visão crítica do público.

Cultura negra e ação antirracista - O professor de música e especialista em estudos afro-brasileiros, Thon Nascimento ressaltou a relevância da realização do debate realizado, sobre “o fazer musical, na sociedade, no contexto das lutas negras”. Segundo ele, o evento visibiliza a participação do estado na preservação das culturas de matriz africana “O Brasil tem a maior população negra fora de África e a Bahia é uma referência para o país quando falamos em cultura negra”.

O coordenador do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, Walmir França, disse que a atividade potencializa ainda mais a relação da sociedade civil com o serviço. “Trazemos estas personalidades referências da música negra, para promover e o diálogo com o público, discutindo estes temas relevantes da luta do povo negro. Esta é uma ação associada ao trabalho deste equipamento público, que é a ação antirracista e de enfrentamento à intolerância religiosa”, disse França.
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