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Notícias

21/08/2017 13:30

UNEB abre ciclo de debates com destaque para cultura afro-brasileira

A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) abriu nesta segunda-feira (21), em Salvador, o 2º ciclo de debates “Memória, Música e Devoção: Omolu, o rei da Terra”, contado com a participação de estudantes, pesquisadores e intelectuais. O evento propõe, dentre outras discussões, a difusão de conhecimento de natureza multidisciplinar sobre preservação da memória, com enfoque especial nas artes (música, artes plásticas, cinema e literatura) e no culto do Orixá Omolu, no âmbito cultural e religioso de matriz afro-brasileira.

A programação acontece até a próxima quarta-feira (23), de forma gratuita e aberta ao público, contando com conferências, sessões de comunicação, palestras e apresentações culturais. As atividades serão desenvolvidas no Auditório Jurandyr Oliveira, no Campus I (Salvador), integrando a programação de homenagens ao Mestre Didi (Deoscóredes Maximiliano dos Santos), artista plástico e Alapini, título do mais alto sacerdócio do culto de egugun, que completaria 100 anos de vida em dezembro deste ano.

Presente na mesa de abertura dos trabalhos, a titular da Secretaria de promoção da igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, destacou a importância de reforçar, nas instâncias acadêmicas, o debate sobre a preservação da cultura e valorização dos legados do povo negro ao longo da história. “A iniciativa é extremamente importante, inclusive no resgate da memória do Mestre Didi. O Governo do Estado tem feito um conjunto de iniciativas neste sentido, a exemplo do tombamento do terreiro Asipá, fundado por ele, além da colocação do seu nome em espaços e equipamentos públicos. Uma das medidas mais importantes em 2017 foi a criação de uma linha temática sobre Mestre Didi no edital Agosto da Igualdade, o que desdobrará em projetos visando esse reconhecimento”, afirmou a secretária.

Ela ressaltou que as ações integram a agenda da Década Internacional Afrodescendente na Bahia, no esforço de promoção da justiça e destaque às contribuições da história do povo negro. A secretária destacou, ainda, a importância da realização das atividades no emblemático mês Agosto da Igualdade, que faz memória à Revolta dos Búzios, seus heróis e heroínas que deixaram marcas no processo de luta pela liberdade e combate às opressões.

Para o professor Valdélio Silva, diretor do Departamento de Educação (DEDC), o ciclo de debates presta uma justa homenagem ao Meste Didi, rompendo paradigmas. “Desta forma, destacamos na universidade uma série de figuras grandiosas na história da Bahia e que foram seriamente invisibilidades. Temos a obrigação, enquanto instituição de ensino, de ter uma estrutura curricular que seja compatível com a nossa trajetória e configuração étnica, reconhecendo as contribuições civilizatórias de personagens, artistas e religiosos que fizeram a luta do povo negro”, ressaltou.

Falando pela organização do evento, a professora Julice Oliveira pontuou que as discussões promovem a integração da universidade ao conjunto de discussões sobre a luta do povo negro, em sintonia com os legados deixados pelos ativistas históricos. “Esse evento é motivo de orgulho de todos nós, pois coloca a Uneb como realizadora de uma grande homenagem ao Mestre Didi”, disse a educadora, que é vice-coordenadora do Grupo Estudos e Pesquisa da Memória Afro-Baiana (GEPMAB).
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