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25/08/2017 08:50

Sepromi participa do lançamento da minissérie Travessias Negras

O processo de transformação nas vidas de jovens negras e negros da Bahia, a partir da política de cotas para acesso ao ensino superior, é abordado na minissérie documental Travessias Negras, dirigida pelo cineasta Antônio Olavo, cujo lançamento ocorreu na noite desta quinta-feira (24), no Teatro do Isba, em Salvador. O evento reuniu estudantes, militantes do movimento negro, intelectuais, educadores, produtores e autoridades de diversas áreas, dentre elas a titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis.

“Essa série foi produzida para exibição na televisão, a partir do mês de setembro, em mais de duzentas emissoras da rede pública do Brasil. Isso é fruto de uma conquista dos segmentos que lutaram por uma politica de audiovisual diferenciada no país”, ressaltou Antônio Olavo, que também dirigiu documentários de grande repercussão, a exemplo de Quilombos da Bahia e A Cor do Trabalho.

A obra Travessias Negras tem cinco episódios e narra a trajetória de vida de quatro jovens negra(o)s, moradores da periferia de Salvador, que ingressaram na UFBA através das cotas: Daiane Rosário (Comunicação), Andre Luís Melo (Medicina), Hilmara Bitencurt (Letras) e Vitor Marques (Direito). Financiada pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), órgão vinculado ao Ministério da Cultura, a minissérie será veiculada na TVE Bahia a partir de 20 de setembro.

A secretária da Sepromi destacou as contribuições da obra que, segundo ela, retrata a realidade concreta da juventude negra nos seus desafios diários na vida acadêmica e combate ao racismo institucional. “Mostra, de forma inteligente e sensível, a opinião e o ativismo de jovens negras e negros num verdadeiro processo de quebra de paradigmas e do perfil das instituições de ensino, que começaram a mudar significativamente sua cara com a ocupação do povo negro, por meio de políticas de reparação”, enfatizou Fabya Reis.

Ela lembrou, ainda, a importância das políticas de cotas criadas em âmbito estadual, tendo a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) como pioneira, além da reserva de vagas definida no Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa da Bahia (lei 13.182/14) em concursos públicos e processos seletivos dos órgãos públicos vinculados ao Governo do Estado, outra política reparatória, desta vez voltada ao mercado de trabalho.
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