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Notícias

03/09/2017 11:20

Sepromi apoia projeto “Mestre Didi: Revisitações artísticas” aberto no Ilê Asipá

Foi aberto neste sábado (2), no Ilê Asipá, em Salvador, o projeto “Mestre Didi: Revisitações artísticas”, apoiado pelo edital Agosto da Igualdade, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). A iniciativa agrega a comunidade religiosa, moradores do Bairro da Paz e estudantes do Colégio Paulo dos Anjos, através de um conjunto de atividades criativas, prevendo palestras, oficinas artísticas e exposição de artes plásticas. As ações têm como objetivo divulgar e disseminar os ideais de Deoscóredes Maximiliano dos Santos (1917 – 2013), o Mestre Didi, sacerdote afro-brasileiro e artista plástico, cujo centenário é comemorado ao longo do ano de 2017.

O Algbá Genaldo Novaes, liderança do Asipá, ressaltou que as ações engrandecem ainda mais o calendário de homenagens ao fundador da comunidade. “Mestre Didi foi um líder importante e reuniu muitas virtudes. Trata-se de um artista plástico de base africana, herdada dos nossos ancestrais, dando o caminho e as orientações a todos nós. Foi um grande educador, trabalhando a capacidade de cada cidadão de aprender todos os dias”, pontuou.

Para a secretária da Sepromi, Fabya Reis, o projeto consolida ainda mais os diálogos institucionais entre as organizações envolvidas e cumpre parte expressiva da agenda de trabalho da Década Internacional Afrodescendente na Bahia. “Estamos atuando de forma alinhada no propósito de promover o reconhecimento aos patrimônios materiais e imateriais das nossas lideranças históricas e das religiões de matriz africana. A iniciativa contribui para reverberar todo o legado do Mestre Didi, ampliar o debate pelo respeito à diversidade religiosa e visibilidade da cultura negra”, pontuou.

“Os terreiros são verdadeiros centros de cultura e aproximação com a comunidade. Nosso objetivo é fazer com que as obras do Mestre Didi tenham continuidade. Neste sentido, o edital Agosto da Igualdade cumpre uma importante tarefa, pois percebemos que os alunos do projeto estão espelhando na arte negra e começando a pensar em construindo possibilidades de uma vida melhor”, disse Emílio Santos, representante da ONG Thydêwá, entidade que desenvolve o projeto.

“Fazer parte dessa mudança é um grande prazer. Isso vai ecoar, sem dúvidas, na vida de quem mora aqui no entorno do Bairro da Paz. O grafite tem a atitude da transformação”, enfatizou o artista visual Eder Muniz, responsável pelas oficinas. Compondo com ele as atividades criativas do projeto está o artista plástico e neto do Mestre Didi, Antônio Oloxodê, que desenvolverá oficinas de esculturas com o público do entorno.

Parcerias
- No arranjo de parcerias do projeto estão a Sepromi, a ONG Thydêwá, Sociedade Cultural e Religiosa Ilê Asipá, Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e o Colégio Paulo dos Anjos. Na abertura das atividades também estiveram presentes o Aiyô Inà Gildeci Leite, escritor e docente da UNEB, também pesquisador da cultura afro-brasileira; o Otun Alagbá José Félix dos Santos; Algbá Genaldo Novaes; o professor da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB), Kleyson Assis; o vice-diretor do Colégio Paulo dos Anjos, Fernando Nascimento, dentre outras personalidades e integrantes da comunidade religiosa.
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