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Notícias

13/09/2017 08:40

Sepromi participa 25 anos do Instituto Steve Biko destacando importância das políticas de cotas

Uma sessão especial na Câmara de Salvador comemorou, na noite desta terça-feira (12), os 25 anos de fundação do Instituto Cultural Steve Biko. A homenagem foi proposta pelo vereador Sílvio Humberto, contando com a presença de representantes do movimento negro, estudantes, educadores, colaboradores, parceiros e autoridades. A secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) participou do evento, que teve como objetivo reconhecer o trabalho da instituição que criou o primeiro pré-vestibular voltado para negros no Brasil, também desempenhando outros projetos voltados à educação, principalmente para jovens oriundos de escolas públicas da Bahia.

Para a titular da Sepromi, Fabya Reis, o ato foi uma justa homenagem aos esforços e legados da instituição que é referência na inserção da juventude negra baiana nas universidades. “Este é um momento de compartilhamento de uma trajetória de sucesso no campo das ações afirmativas. A Steve Biko tounou-se, sem dúvidas, um grande instrumento de luta do povo negro da Bahia”, destacou a secretária. Ela ressaltou, ainda, a importância da defesa das cotas nas universidades, do princípio e direito inviolável da autodeclaração e observação rigorosa aos mecanismos de avaliação do sistema de cotas nos concursos públicos para garantir o cumprimento dos direito assegurados à população negra no Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.

“A Steve Biko tem a capacidade de se transformar a cada dia e criar possibilidades, Isso se materializa quando acreditamos nas pessoas. Vários frutos foram gerados a partir desse trabalho e vamos fazer muito mais”, disse o vereador Sílvio Humberto, que é presidente de honra da instituição, comemorando o ingresso de jovens negros nas universidades.

A diretora executiva da Steve Biko, Jucy Silva, destacou o que os trabalhos têm deixado legados de cidadania e consciência negra para a juventude. “Trata-se de uma tarefa revolucionária. O Instituto é reconhecido como uma das principais organizações sociais da Bahia, recebendo, inclusive, o Prêmio Nacional de Direitos Humanos, em 1999. Estamos construindo uma experiência nos pilares e iniciativas que valorizam a diversidade étnico-racial na produção do conhecimento”, ressaltou, lembrando dos avanços alcançados com a fase de instalação de nova sede e perspectivas de criação de uma faculdade.

A filósofa Sueli Carneiro, militante histórica na luta antirracista no Brasil, foi a conferencista da sessão e enfatizou a atuação na promoção e valorização da juventude negra. “O Instituto se coloca em questões cruciais com uma pedagogia inovadora, fundamentada na filosofia política de Steve Biko, a consciência negra e os direitos de cidadania. Estudantes são levados a resgatar a cultura afro-brasileira, religiosidade e ancestralidade. Assim, atua no fortalecimento da identidade racial, da autoestima, formação educacional e politica de jovens negros e negras. Isso resultou em mais de 1.500 aprovados nos vestibulares das universidades brasileiras”, comemorou a filósofa.
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