• Prêmio de boias práticas 2017
  • Novas sedes e visturas reforçam segurança no Sudoeste
  • Banner Recadastramento do Servidor

Notícias

09/10/2017 00:00

Muzenza agita o domingo na segunda edição do projeto Concha Negra

A Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA) foi tomada por um espetáculo de cores, música e dança, neste domingo (8). Na segunda edição do projeto Concha Negra, promovido pelo Governo do Estado, o bloco afro Muzenza, com participação especial dos cantores Saulo e Chico César, deu um show e envolveu o público com a força e beleza da estética afro baiana. A abertura ficou por conta do desfile de moda das marcas N black e Afrobapho, que destacam o empoderamento negro. As titulares da Secretaria de Cultura (SecultBA), Arany Santana; e da Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, marcaram presença no evento.

Para o presidente do Muzenza, Jorge Santos, o Concha Negra promove a diversidade e fortalece a cultura negra baiana fora do período do Carnaval. "Ao garantir o espaço para os blocos afro num dos maiores complexos culturais da Bahia, estamos garantindo a diversidade. Foi uma iniciativa muito acertada. Estamos muito felizes e satisfeitos. É um suporte acima de tudo para a cultura baiana, que é muito necessário não é apenas no Carnaval, mas durante todo o ano".

O público vibrou com a oportunidade de curtir o show do Muzenza na Concha Acústica. Para o enfermeiro Diego Guimarães, a iniciativa ajuda a aproximar os blocos afros do público mais jovem. "Os nossos blocos são patrimônios culturais da Bahia e devem ser preservados. O mais interessante desse projeto é que, por acontecer na Concha, com todo o acesso que esse palco histórico possui, os mais jovens que ainda não conhecem a importância que esses blocos têm para a valorização de nossa identidade negra, podem conhecer a música e a tradição. É louvável qualquer iniciativa que protege nossa cultura".

O projeto Concha Negra é realizada por meio das secretarias estaduais de Cultura (SecultBA) e de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi); do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) e do próprio TCA. Para o cantor Saulo, a cultura baiana sai vencendo com o projeto. "São grupos e artistas com uma importância muito grande para nosso estado e ações como essa garantem a continuidade das nossas tradições e da essência de nossa música e cultura".

Os blocos afros convidados são remunerados com cachê fixo e ainda recolherão o valor arrecadado em bilheteria. "O Governo do Estado forneceu toda parte necessária para que os blocos possam fazer o show, estrutura de som, de luz, telão. Dessa forma, conseguimos que os ingressos tivessem um preço popular e atrativo para que as pessoas venham prestigiar esses símbolos da nossa cultura", explica a diretora artística do TCA, Rose Lima.

Programação

O Afoxé Filhos de Gandhy fizeram o show de abertura do Concha Negra, no dia 17 de setembro. Após do Muzenza, neste domingo (8), estão na programação o Ilê Aiyê, no dia 19 de novembro; o Cortejo Afro, no dia 17 de dezembro; Olodum, no dia 7 de janeiro de 2018; e Malê Debalê, no próximo dia 4 de fevereiro. Os shows acontecerão sempre aos domingos, às 18h, com ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

*Fonte: Secom BA / Repórter: Tácio Santos
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.