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11/02/2018 09:00

Secretária da Sepromi destaca que Ilê Aiyê é singular no empoderamento do povo negro

O Carnaval da Bahia foi marcado, na noite deste sábado (10), pela tradicional saída do bloco afro Ilê Aiyê, considerado um dos mais belos patrimônios da cultura baiana. Foliões, artistas, convidados e autoridades acompanharam os rituais de abertura do cortejo, na sacada do Ilê Axé Jitolú, na Ladeira do Curuzu. Em seguida, com a Deusa do Ébano e a banda Aiyê, o público ganhou as ruas do bairro. Dentre os presentes no ato estava o governador Rui Costa, acompanhado da primeira-dama, Aline Peixoto, dirigentes e titulares de secretarias estaduais, entre elas as secretárias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, e da Cultura (Secult), Arany Santana.

“O povo da Liberdade se manifesta nessa expressão forte da imagem do povo negro que é o Ilê, que fez e fará história ao longo dos anos, não só como um bloco de carnaval, mas representando uma entidade social e cultural, que faz um trabalho belíssimo aqui na Liberdade”, afirmou o governador.

O Governo do Estado apoia o bloco por meio do Carnaval Ouro Negro. O bloco também foi contemplado pelo projeto Concha Negra. “O Ouro Negro faz dez anos, e são dez anos de uma política pública que busca valorizar o nosso carnaval, que tem história, tem cultura, tem afirmação e a identidade e a linguagem, a estética do povo negro da Bahia”, acrescenta o governador.

Para a titular da Sepromi, Fabya Reis, o trabalho do Ilê Aiyê extrapola os muros da Liberdade e tem contribuição peculiar na afirmação negra da Bahia. “O Ilê influencia fortemente homens e mulheres negras de Salvador, um povo que é empoderado com suas experiencias, canções e, principalmente, através do legado de luta antirracista que tem deixado ao longo das suas décadas de história.

O Ilê Aiyê leva para os circuitos da folia um espetáculo que homenageia o centenário do líder Nelson Mandela. O grupo é o mais antigo bloco afro do Brasil e se firmou como entidade de militância negra, de valorização da cultura e combate ao racismo.

“É muito gratificante ver as coisas acontecendo, a saída do Ilê é um grande evento, que todo ano a gente sabe que de alguma forma vai acontecer, mas com o apoio do Projeto Carnaval Ouro Negro, a gente sabe que vai ser uma festa bonita, realizada da melhor forma”, comemora o presidente do Ilê Aiyê, Antônio Carlos dos Santos, o ‘Vovô do Ilê’.

A secretária da Sepromi ressaltou, ainda, a instalação da Unidade Móvel do Centro de Referência Nelson Mandela para orientações e atendimento à população da Liberdade, equipamento que funcionou em frente ao posto de saúde do bairro. Outra ação de destaque, segundo ela, é o apoio do Governo do Estado à escola de formação do Ilê, trabalho que tem promovido a capacitação de diversos jovens de bairros populares para o campo da música e da dança, iniciativa que conta com recursos do Estatuto da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa.

Revolta dos Búzios e Ouro Negro

No Carnaval 2018, o Governo do Estado homenageia os 220 anos da Revolta dos Búzios. Na capital, a diversão está assegurada com a contratação de 203 atrações, sendo 112 somente para o folião pipoca. Comemorando dez anos, o Carnaval Ouro Negro mantém a tradição dos blocos afro e afoxés, com o apoio a 91 entidades. Além da capital, a festa é patrocinada pelo Governo em 22 cidades do interior baiano.


*Com informações da Secom-BA.

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