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15/05/2018 18:00

Audiência pública discute 130 anos da "abolição" da escravatura

Uma audiência pública discutiu nesta terça-feira (15), na Assembleia Legislativa, em Salvador, os 130 anos da “abolição” oficial da escravidão no Brasil. A iniciativa foi da Comissão Especial de Promoção da Igualdade, reunindo representações do movimento negro baiano, do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), dos segmentos dos povos e comunidades tradicionais, dentre outros públicos.

Compondo a mesa de debate, a titular da Sepromi, Fabya Reis, destacou a importância das discussões, afirmando que a Lei Áurea de 1888 é um capítulo significativo da nossa do país, mas que necessita, ainda, de intensas reflexões. “A audiência pública foi uma oportunidade de pontuarmos o amplo caminho que ainda temos para trilhar na busca da liberdade plena. Momento de avaliarmos as conquistas históricas e a criação de políticas afirmativas, mas, sem dúvidas, reforçar a luta pela garantia de direitos, pela completa equidade racial”, disse a secretária, ao lado do professor e ativista Antônio Cosme, da promotora Lívia Vaz e do desembargador Lidivaldo Brito.

"Vivemos uma abolição institucional tardia, que já vinha sendo reivindicada por grupos abolicionistas. Tivemos o cumprimento de um rito, mas que não garantiu aos negros e negras, antes escravizados, nenhuma condição digna de vida”, afirmou o presidente da Comissão da Igualdade, deputado estadual Bira Corôa.

Bandeiras de lutas históricas - A secretária Fabya Reis também ressaltou a participação histórica do movimento negro, dos conselhos de direito e outras organizações que historicamente pautaram a denúncia do racismo e das desigualdades, contribuindo para a implementação de políticas públicas e a criação organismos governamentais de caráter reparatório na Bahia e no Brasil.
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