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Notícias

10/05/2019 22:00

Sepromi divulga políticas afirmativas baianas em Sergipe

A titular da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Fabya Reis, participa a partir desta sexta-feira (10), em Aracaju (SE), de um seminário entre dirigentes do poder público e de representações da sociedade civil, a exemplo dos povos e comunidades tradicionais quilombola e de terreiro, dos segmentos negro, estudantil e cultural. Durante a atividade de abertura, que aconteceu no auditório do Centro de Criatividades, a gestora explanou sobre as políticas afirmativas em curso na Bahia e trocou experiências com as organizações sergipanas, conhecendo realidades locais.

A secretária falou dos desafios urgentes de reforçar o combate ao racismo estrutural e histórico no país. “É necessário, antes de tudo, analisar que esta problemática passa pelo exercício de valorizar a trajetória dos nossos povos originários, de reconhecer a presença do sistema escravista no Brasil e do reconhecimento que o racismo ainda pauta as relações sociais e econômicas”, pontuou, na abertura dos trabalhos.

Ela destacou, no entanto, os esforços da Bahia em promover a reparação. “Somos a única secretaria de Estado, no país, voltada exclusivamente às políticas para a população negra, com um trabalho que segue em frente, apesar dos desafios. A Bahia, reconhecendo a dívida histórica junto ao povo negro, vem mantendo um diálogo democrático entre sociedade civil e Governo do Estado. Fruto disso é Estatuto de Promoção da Igualdade Racial e de Combate à Intolerância Religiosa e a criação de uma política própria para o desenvolvimento sustentável dos povos e comunidades tradicionais”, ressaltou Fabya Reis.

A secretária de Promoção da Igualdade Racial do município de Laranjeiras, Sandra Regina Santos, falou da importância do trabalho cooperado dos diversos organismos governamentais e movimentos sociais, parcerias, segundo ela, a serem firmadas entre estados e municípios. “A sociedade ainda é racista e temos grandes desafios e exercícios diários a serem praticados. Estamos trabalhando muito nos projetos de formação para tentarmos mudar as realidades em nosso município. Este trabalho em rede é fundamental para fortalecermos as políticas afirmativas para a população negra”, disse.

Na programação do evento, que segue até este sábado (11), ainda constam rodas de conversa e reuniões entre dirigentes governamentais para alinhamento de ações e projetos de fortalecimento conjuntos. Participam representantes do Movimento Negro Unificado (MNU), Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de membros da Igreja Católica, do candomblé da umbanda.
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