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Notícias

11/07/2019 11:20

Julho das Mulheres Negras: Resistência histórica e visibilidade

O Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha é celebrado todos os anos no dia 25 de julho. Ao longo de todo o mês um conjunto de mobilizações e debates acontecem, unindo esforços para garantia de direitos e construção de políticas públicas para o segmento.

As Secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), de Políticas para as Mulheres (SPM) e de Cultura (Secult), somando-se às ações protagonistas das organizações da sociedade civil da Bahia, promovem e apoiam uma série de atividades que inclui seminários, caminhadas, encontros de formação, oficinas, rodas de diálogo, campanhas, dentre outras.

Card Julho

Campanha - Neste “Julho das Mulheres Negras”, a campanha do Governo do Estado destaca a trajetória de “Heroínas de ontem e de hoje”, reforçando a bandeira pelo fim do racismo, do sexismo, da intolerância religiosa e em busca de um país mais democrático e fraterno. A referência nesta edição vem da história de mulheres negras de lutas inspiradoras do passado e da contemporaneidade: Dandara dos Palmares, Luísa Mahin, Mãe Stella de Oxóssi e Makota Valdina Pinto.

Calendário extenso - Em 2019, com apoio do Edital da Década Internacional Afrodescendente, um conjunto de projetos serão desenvolvidos no Julho das Mulheres Negras, contemplando iniciativas em Salvador e 6 em municípios do interior: Serrinha, Morro do Chapéu, São Gabriel, Mirangaba, Camanu e Santa Brígida. À frente das atividades estão as organizações da sociedade civil com atuação nos campos da luta de gênero e raça.

A Sepromi, juntamente com SPM e Secult, também divulgou a agenda de suas atividades organizadas para o período, incluindo a realização das Sextas Negras, um calendário de debates sobre garantia de direitos às mulheres negras, combate ao racismo e à intolerância religiosa; uma mesa temática no final do mês, a execução de mais uma edição do projeto “Fala Menina”, coordenada pela SPM; além de apresentação do espetáculo teatral “Peles Negras, Máscaras Brancas”, a preços populares de R$ 1 real no TCA; dentre outras atividades.

SAIBA MAIS:

O Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil e governo têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.

O objetivo da comemoração de 25 de julho é ampliar e fortalecer as organizações de mulheres negras, construir estratégias para a inserção de temáticas voltadas para o enfrentamento ao racismo, sexismo, discriminação, preconceito e demais desigualdades raciais e sociais. É um período intenso para ampliar diálogos, dar visibilidade à luta, promover, valorizar e debater sobre a identidade da mulher negra brasileira.

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