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06/09/2019 17:20

Webdocumentário apoiado pela Sepromi fortalece identidade quilombola em Canarana

Trabalhando a partir de diversas ferramentas de comunicação e tecnologia, o projeto “Descendentes em Ação”, desenvolvido pela Cacimba (Rede de Entidades pela Resistência e Convivência com o Semiárido), tem promovido a inclusão da juventude negra do quilombo Lagoa do Zeca, no município de Canarana. A iniciativa integra o conjunto de 44 propostas apoiadas pela Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), através do Edital da Década Internacional Afrodescendente 2019, chamada pública que contou com investimento de R$ 2,4 milhões.

As ações, que no edital estão associadas ao eixo “Reconhecimento”, foram desenvolvidas principalmente nos meses de julho e agosto, atendendo diretamente 30 jovens quilombolas com capacitação para produção audiovisual e webdocumentário. A programação também viabilizou atividades de formação para valorização da luta e da história quilombola.

Além do processo de mobilização e formação, o projeto teve como produto final a produção de um webdocumentário, cujo lançamento e exibição aconteceu no último sábado (31), com a presença do coordenador executivo de Políticas para Povos e Comunidades Tradicionais da Sepromi, Cláudio Rodrigues.

Os jovens atendidos pelo projeto já acumulam experiências com a execução de projetos sociais e, por isso, está articulado no trabalho coletivo, fortalecendo a luta comunitária e a identidade negra na região.

Mais sobre a comunidade Lagoa do Zeca

A comunidade de Lagoa do Zeca fica localizada no município de Canarana, no Semiárido baiano. Sua origem remete à chegada de Zeca Dourado, mais conhecido popularmente como Zeca Calango, o primeiro morador da área. Ele notou a existência de uma lagoa repleta de diversas árvores catingueiras e um solo propício para o cultivo, fixando residência. Sua presença incentivou a chegada de outras pessoas, em sua maioria pessoas escravizadas vindas de outras cidades da região, possibilitando o surgimento da comunidade que, mais tarde, veio a ser conhecida por Lagoa do Zeca.

O grupo “Jovens descendentes em ação” pauta sua atuação no acesso crescente aos programas de incentivo à agricultura familiar, a exemplo do PAA, PNAE, Garantia Safra e PRONAF, que têm incentivado as famílias ao associativismo. Um dos destaques é o grupo de mulheres que produz doces, compotas, conservas e polpas, através da cozinha comunitária. Elas comercializam a sua produção em feiras livres e nas comunidades vizinhas. Em busca da autonomia e empoderamento, o grupo se articula para valorizar a cultura, os saberes locais e, ainda, fortalecer suas identidades quilombolas.


O webdocumentário “Descendentes em Ação” pode ser conferido AQUI.


*Com informações da CACIMBA.
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