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12/11/2019 16:30

Festival Literário Nacional tem mesa de abertura com Lázaro Ramos

O bairro de Cajazeiras, um dos mais populosos de Salvador, entra este ano no circuito das 31 festas literárias realizadas na Bahia. Aberto nesta terça (12) com o bate papo entre o ator e escritor Lázaro Ramos e a cantora Luedji Luna, o primeiro Festival Literário Nacional (Flin) se estenderá até sexta-feira (15), no Ginásio Poliesportivo de Cajazeiras. Com a temática ‘Diversas Leituras & Novos Caminhos’, o Flin tem como foco as linguagens utilizadas pela juventude como mecanismos de fortalecimento da identidade cultural. O festival tem também o objetivo de promover ações de incentivo à leitura, formação de leitores e acesso ao conhecimento na esfera do livro e da leitura. A iniciativa é da Fundação Pedro Calmon (FPC), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult).

Para a secretária da Cultura, Arany Santana, a abertura do Flin representa um grande dia para o Governo do Estado e para a população de Cajazeiras. “É um grande festival literário nacional, e o que estamos fazendo aqui foi uma recomendação do governador Rui Costa, que é focar na juventude. Então, neste evento, cultura e educação estão de mãos dadas. Estão envolvidas associações de bairro, as instituições culturais e ao longo de três meses estamos mobilizando essa população, fazendo prévias, cursos, capacitações e oficinas”.

Segundo Arany, a programação é formada por saraus, contação de histórias, batalhas de slams, lançamento de livros e teatro. “Estamos implementando a política do livro e da leitura neste que é um dos maiores de Salvador, com mais de 750 mil habitantes, reforçando a cidadania e a identidade do povo desta região”.

Arte e educação

A mesa de discussão que mobilizou o público na abertura do Flin terminou com o microfone aberto para a participação dos estudantes, comemorada pelo ator Lázaro Ramos. “Jovens interessados, querendo participar, a presença de escritores locais. Acho importantíssimo. Quando juntamos arte, entretenimento e educação, a gente sai inspirado”, afirmou Lázaro, que começou a carreira no Bando de Teatro Olodum.

O secretário da Educação, Jerônimo Rodrigues, também destacou o tamanho de Cajazeiras como decisivo para a realização do evento. “É uma comunidade importante, cultural, é uma cidade dentro de Salvador. Este evento virou para nós uma grande sala de aula. São mais de 20 escolas participando, estimulando a leitura e determinando quais são os critérios para se escolher um bom livro para a leitura. Teremos também arte, dança, música, em uma articulação estadual das nossas feiras literárias”.

Aluna de uma das unidades de Educação do Estado, a estudante Ariane Vitória, 15 anos, estava concentrada na leitura de um livro. "O livro fala sobre os corações partidos, diz que não devemos deixar que as pessoas magoem nossos corações. O livro fala também sobre os padrões que a sociedade nos impõe e que não devemos seguir. É isso que este livro ensina”, afirma.

Palavra de editor

Representante de uma das editoras que participam do Flin, Kim Guerra fala da importância de estar em Cajazeiras. "Poder expandir o alcance do nosso trabalho para esse público é maravilhoso. Para uma editora como a nossa, que publica livros ligados à nossa Cultura, à identidade brasileira, isso é muito importante. As pessoas, as crianças daqui se vêm nos livros e essa representatividade é fantástica”.


Segundo o diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, a festa literária em Cajazeiras é algo especial. “São três meses de trabalho na comunidade, mais de três mil estudantes participando, mais de 20 escolas visitadas. Mais do que isso, Cajazeiras é um celeiro de artistas, aqui nós temos dançarinos, poetas, cantadores, músicos, grafiteiros. Às vezes Cajazeiras é vista como se fosse uma periferia, quando na verdade é um grande centro cultural”.

O evento é mais um inspirado no sucesso da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), a primeira a ser realizada na Bahia e que este ano chegou à sua nona edição com sucesso de público. Nesta quarta-feira (13), o rapper e escritor MV Bill é destaque na mesa 'Os soldados do morro deram baixa e foram vistos com livros na mão' . A programação do Flin pode ser acompanhada no site do evento, http://www.flin.ba.gov.br/

Com uma programação diversificada, o Flin apresenta temas nos campos social, político, econômico e o fortalecimento da identidade cultural. Também propõe reflexões com o intuito de revelar um caminho de oportunidades através das diversas leituras, fomentando a cultura como elemento estratégico para o desenvolvimento humano.


Estavam presentes também na abertura do evento a secretária de Políticas para as Mulheres (SPM) Julieta Palmeira, a secretária de Ciência Tecnologia e Inovação (Secti), Adélia Pinheiro; o secretário do Meio Ambiente (Sema), João Carlos Oliveira; o assessor especial da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Ailton Ferreira, representando a secretária Fabya Reis; e o diretor da Superintendência dos Desportos (Sudesb), Vicente Neto.


Unidade móvel do Centro Nelson Mandela

Os serviços do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, vinculado à Sepromi, também estão disponíveis nesta edição do Flin, através da unidade móvel instalada no entorno do Ginásio de Cajazeiras. No local, o público pode acessar material educativo, receber orientações sobre denúncias de crimes raciais e conhecer um pouco mais sobre as políticas de igualdade racial.


Com informações da Secom-BA / Repórter: Raul Rodrigues.
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