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30/07/2020 10:20

Debate reuniu diversidade de mulheres negras e fortaleceu lutas sociais

Uma live realizada nesta quarta-feira (29), na plataforma virtual Teams, fortaleceu debates e lutas sociais, marcando o Julho das Mulheres Negras na Bahia. O evento reuniu as ativistas Luma Nascimento, Vanessa Orewa, Danubia Santos e Paulette Furacão, que falaram para um conjunto de conjunto de servidoras, servidores e dirigentes estaduais, organizações e militantes da sociedade civil. A ação foi fruto de parceria entre as secretarias de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) e de Políticas para as Mulheres (SPM).

Para a secretária da Sepromi, Fabya Reis, foi “um momento de debater e construir caminhos, sobretudo em tempos de pandemia”, problema global que tem deixado tantos países de luto. “Uma boa discussão e fortalecimento das lutas diante da crise que todo o mundo vive, onde as questões raciais estão ainda mais latentes e precisam de reflexões e apontamento de alternativas que possam atenuar os problemas sociais”.

A titular da SPM, Julieta Palmeira, disse que o encontro pode ser avaliado como uma “importante atividade para reverberar a nossa certeza de que vidas negras importam. Uma reflexão a partir do entendimento, inclusive, de que a mulher negra é quem mais sofre com o patriarcado e o racismo estruturais”.

As palestrantes compartilharam sobre suas trajetórias, possibilitando um momento de trocas, aprendizados e reverberação das frentes de atuação, principalmente no combate ao racismo, ao sexismo, à intolerância religiosa e à transfobia.

Luma Nascimento falou das suas experiências e oportunidades de aprofundar a relação e estudo sobre os povos e comunidades tradicionais que, segundo ela, travam lutas conectadas com o conjunto do povo negro. Vanessa Orewá ressaltou que o momento pode ser compreendido como uma oportunidade de “reforçar movimentos nas nossas comunidades, inclusive a partir dos terreiros, da nossa ancestralidade”.

Para Paulette Furacão, ativista da pauta LGBTQIA, “é preciso dizer com orgulho de onde a gente vem, falar da nossa história, ao mesmo tempo avaliar que historicamente as políticas públicas no país não chegam às pessoas travestis e trans negros e negras”. Ela ressaltou, ainda: “Na minha caminhada como conselheira de direitos humanos, vejo essa dificuldade todos os dias”.

Já Danubia Santos, da Central Única das Favelas (CUFA-Bahia), é necessário cuidar da formação enquanto ativista, mas sem deixar o trabalho comunitário. “Meu maior desafio foi o investimento nos estudos. As mulheres negras precisam investir em si. Fico feliz com cada oportunidade, elas são raras nas comunidades desassistidas historicamente. Política pública traz dignidade. Favela é potência”, destacou.

Mais sobre as palestrantes

Danubia Santos: líder negra apoiada pelo programa Marielle Franco do Fundo Baobá, executiva social da Central Única das Favelas (CUFA-Bahia) e coordenadora do Coletivo Negritude Sussuarana;

Vanessa Orewa: mestra em História da África da Diáspora e dos Povos Indígenas pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), gestora na Associação Religiosa e Cultural Babá Okê (Bom Jesus dos Pobres - Saubara), coordenadora da pasta de Educação no Núcleo de Mulheres Axé Eiyn (Bom Jesus dos Pobres - Saubara) e fundadora da Odú Lab;

Luma Nascimento:
pedagoga, pesquisadora, produtora e diretora de arte;

Paulette Furacão: educadora social, ativista LGBTQIA; primeira transexual a ocupar um cargo público na Bahia, estudante de Pedagogia da UFBA, assessora parlamentar, atriz e poetisa.
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